Descomissionamento é a última etapa do ciclo de vida de áreas de exploração e produção de óleo e gás. Demanda um projeto de engenharia de alta complexidade técnica e operacional, que internacionalmente é conduzido sob critérios técnicos, econômicos, sociais e ambientais favoráveis e que ainda satisfaçam os anseios dos stakeholders pertinentes. Isto torna as operações social e politicamente sensíveis.
Globalmente os gastos anuais da indústria petrolífera com descomissionamento tendem a crescer exponencialmente uma vez que as inúmeras plantas offshore se aproximam da maturidade.
Segundo estimativas da empresa de consultoria IHS Markit, o dispêndio global por ano com descomissionamento offshore deve mais que quadruplicar até 2040, atingindo US$ 210 bilhões em 25 anos. A Fortune Business Insights (2026): confirma crescimento acelerado do mercado, com previsão de expansão contínua até 2034.
No Brasil, o contexto do descomissionamento é muito desafiador por apresentar características geográficas e ambientais muito distintas em relação ao que já é conhecido no Mar do Norte e no Golfo do México, tornando-se imperativo o desenvolvimento de técnicas e procedimentos próprios.
Panorama atual do Descomissionamento no Brasil
Petrobras já iniciou o processo em 2021, com foco em plataformas de águas rasas, especialmente no litoral de Sergipe.
Meta até 2035: desmontar 26 unidades, encerrando operações iniciadas nos anos 1970.
Investimento estimado: US$ 2,5 bilhões, com impacto direto na economia local e geração de cerca de 430 empregos diários.
O descomissionamento é considerado pela própria Petrobras como um “caminho natural da indústria”, que marca o fim de um ciclo produtivo e o início de outro, com foco em responsabilidade social e sustentabilidade.